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terça-feira, 10 de julho de 2012
Para viver na paz
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
O hereditário opcional
Entende-se por hereditário tudo aquilo que se transmite de pais para filhos. Em conceitos de ciência genética, isso quer dizer DNA. Embora especialistas afirmem que até mesmo traços da nossa personalidade vieram como herança dos nossos progenitores em nosso DNA. Acredito que - em se tratando de personalidade - a herança maior é transmitida pelo contato, pelos exemplos, pelas histórias e experiências de cada época através das gerações das pessoas que nos criaram, sejam elas pais biológicos ou não. É isso mesmo! Não creio que nossa personalidade seja definida somente por uma combinação genética, mas principalmente pela influência daqueles que nos cercam!
Observando separadamente as últimas gerações dentro dos contextos antropológicos e sociais de cada uma, minha atenção foi despertada para criação que os pais de cada geração, desde a II Guerra Mundial, têm dado aos seus filhos e principalmente O QUE esses filhos passam a buscar primordialmente, em função dessa criação.
Durante a II Guerra, muitos jovens viram de perto e alguns até vivenciaram a tristeza que é perder quem se ama. Em função disso, os que eram mais jovens nessa época, acabaram por dar um valor imenso ao amor e à liberdade; passaram a problematizar menos a vida, pois viram de perto o que era problema e sofrimento de verdade. Foi dessa forma, imbuídos desse sentimento, que os jovem da década de 40 tiveram seus filhos nos anos de guerra e pós guerra. Então, é simples observar que as pessoas que nasceram nesse período foram criadas num clima severo, onde tudo era muito pesado, rígido, gerando nessas pessoas uma necessidade indelével de paz e amor (isso te diz alguma coisa, né?!).
Pois é...
Aproximadamente vinte anos depois da II Guerra, chegavam à juventude os filhos dos filhos da guerra: a geração paz e amor, também conhecida como Baby boomers.
Analisando essa época e essas duas gerações, é simples observar como uma geração influência a próxima.
Alguns anos mais tarde o pessoal do paz e amor, também teve filhos, o que aconteceu por volta da década de 80. E se observarmos o comportamento da geração dos anos 60 e 70, será quase possível prevermos como serão seus filhos. Pois durante essa época, a violência era muito reduzida se comparada aos dias de hoje, assim como a preocupação com estudo e renda também não era muito grande. A verdade é que muitos aproveitaram ao máximo a juventude dessa época, que era feliz por natureza, onde faziam muitos amigos, iam a muitas festas, viviam muitos amores e por aí vai... Entretanto a idade foi chegando junto com a responsabilidade e com filhos. E são esses filhos que mudam os pais, principalmente nessa época. A criação dada pelos pais aos filhos nascidos por volta da década de 80, é muito peculiar, pois, depois de terem vivido intensamente, começam a repensar tudo o que fizeram, e vêem que a vida que levaram não é a melhor para os seus filhos, formando assim uma nova geração: a geração da novidade.
Vale ressaltar também que é graças ao esforço e dedicação de poucos, durante as últimas 6 décadas, que a geração novidade se consolidou. Deixa eu explicar.
Com o desenvolvimento tecnológico alcançado durante a segunda guerra e principalmente na guerra fria, foi possível a criação de tudo o que mais interessaria para a geração dos anos 80. Tudo que tinha sido desenvolvido de tecnologia para a guerra, foi adaptado e ganhou o âmbito doméstico. O que foi sensacional! Eu sou dessa geração e posso dizer com total conhecimento de causa.
E foi todo esse aquecimento da indústria tecnológica que propiciou diversas novas formas de curtir a juventude. O que acabou gerando um certo desconforto aos pais. Pois seus filhos ainda jovens dominavam algo que eles mal conheciam.
Outro ponto que é fácil de ser observado, principalmente aqui no Brasil, é que a geração do paz e amor, que viveu a ditadura e a repressão, teve pouca oportunidade e também não atentou para o desenvolvimento de uma carreira profissional, eram poucas as pessoas especializadas, com mestrado, doutorado. É verdade! Durante a década de 60 e 70, era possível contar nos dedos quem tinha um doutorado. Bem diferente de hoje!
Ou seja, é dentro desse contexto, que ressalto que a geração paz e amor, depois de ter filhos, acabou se voltando ao trabalho e à criação dos filhos, tendo pouco tempo para outras tarefas. Assim, esses filhos foram criados por pais muito trabalhadores e muito preocupados com a criação e com o estudo deles. A prova maior disso é a quantidade de jovens atualmente cursando nível superior. Afinal, essa geração dos anos 80, são os jovens de hoje!
E é justamente aí que mora a questão: se os jovens de hoje tem tanto acesso à informação, à tecnologia e à educação; depois de observarem como foram influenciados por seus pais e como seus avós influenciaram seus pais, qual será a criação, a influência que darão a seus filhos? O que vão repetir da criação que tiveram? O que não vão repetir?
Se todos soubessem a importância desse assunto e a capacidade que a influência passada de uma geração à outra tem de mudar a cara do mundo, de uma época, talvez os jovens ficassem mais atentos e cuidadosos a isso.
Pense nisso!
Se você ainda não tem filho, pode ser que logo, logo você venha a ter!
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Manipulando a semântica
Na última quinta-feira, estive conversando com uma de minhas professoras que me relatou um fato bem interessante e até certo ponto intimidador.
Ela me contou que existem significados intrínsecos em algumas palavras, principalmente no meio jornalístico, ou seja, atribuem-se valores a algumas palavras, diferentes, ou melhor, que vão além do seu real (ou pelo menos de senso comum) significado. Essas palavras caem assim numa percepção quase generalizada e absurdamente subconsciente. E digo "absurdamente subconsciente", porque pouquíssimas pessoas se dão conta do que realmente acontece e o que realmente está por trás disso. E esse fato é bastante sério. Afinal, semântica pode ser o apogeu ou o caos durante o processo de cognição.
Acontece que durante muitos anos, ao lermos ou ouvirmos um jornal, nos deparamos muitas vezes com o seguinte termo: menor infrator. A palavra infrator em sua origem diz respeito àquele que ignora e despreza as leis e normas traçadas pelo estado para o correto e ordenado comportamento social da população. Já a palavra menor em sua origem dentro do contexto, aponta aquele que ainda não completou a maioridade, ou seja, menor de 18 anos - idade em que juridicamente uma pessoa sã é responsável e passível de arcar com seus atos. Simples né?!
Antes fosse......
Se pensarmos na palavra criança e no seu significado, veremos que esta se encaixa no mesmo conceito de "menor". De forma que toda criança é menor, mas nem todo menor é criança.
E é exatamente de acordo com esse pensamento que minha professora me fez observar que sempreeeee, mas sempre mesmo, há muito e muito tempo, a palavra menor está intimamente ligada às palavras infrator, delinquente, largado, à margem, e por aí vai.
É bizarro, mas é verdade. Passe a observar os jornais (em qualquer mídia) e você verá que não há incidência do termo “criança infratora”, ou “adolescente infrator”; é sempre menor infrator. Há uma separação entre o bem e o mal. Parece meio dramático e piegas, mas é assim que tem sido em relação, não só a essas palavras, mas a várias outras que são sinônimas, ou de significado próximo.
Resumindo. Toda vez que se noticia um fato bom, interessante ou agradável em relação a pessoas que não completaram 18 anos, tem-se usado as palavras: criança e adolescente. E quando se notícia algo ruim, triste ou ilegal usa-se a palavra: menor.
É como se você já estivesse errado só pelo fato de ser menor. Entende?
E onde essa questão semântica faz diferença?
Em tudo!
É dessa forma que rótulos passam a ser criados despercebidamente e entranham em nossos subconscientes quase que sem a nossa opinião, cercando-os de preconceitos invisíveis, porém muito maléficos e quase sempre indeléveis.
Quer ver outro exemplo?
A palavra "elite".
(Que foi a palavra que mais me inspirou a escrever)
Segundo um dicionário simples, a palavra elite quer dizer: o que há de melhor numa sociedade; o escol, a flor, a nata, o grupo mais culto ou mais forte, dominante na sociedade. Olha que lindo?! Que interessante?! Que atraente, né?!
Mas quando se usa a palavra elite, na maioria dos contextos possíveis, é gerado um certo desconforto. Para se ter uma idéia é uma palavra quase proibida em campanhas de marketing de tão desconfortável que é; pior que as palavras: suvaco, mariola e bucéfalo. Hehehe!!!
Isso acontece porque os meio de comunicação acabam agregando um valor inexistente a algumas palavras. No caso de “elite”, é sempre a “elite dominante” que domina, submete. Fazer parte da alguma elite acaba por se tornar um objetivo indesejado, quando na verdade, deveria ser exatamente o contrário.
Devemos estar bastante atentos a isso e termos total consciência do significado de cada palavra, tornando-nos claros com todos com os quais nos comunicamos. E isso nos ajuda a não criar mais conceitos errados ao ouvirmos determinados termos, ou até mesmo determinados nomes. Vai dizer que você pretende colocar o nome de sua filha Ariadna ou o do seu filho de Hitler? São apenas nomes...
Pois é.... rótulo depois que é criado é f***!!
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Para amar alguém
Para amar alguém
É preciso ser amor
Para amar alguém
Faça o que for
E que seja infinito
Um segundo até se pôr
Para amar alguém
Que seja gentilmente
Para amar alguém
Seja absorto e envolvente
Pois fica, paralisa
Suave, vento brisa inconsciente
Para amar alguém
Há o que se funde ao dividir
Por pedaço, por inteiro
Transparente em se despir
Para amar alguém
Que entenda o que é inconcebível
Para amar alguém
Desestruture o inabalável
Entregue, esqueça, erre
E o que é próprio, passa,
Pode por palpável
Caminhe. E que seja até cansar
Aviste. E que finde em cegar
Para amar alguém
Se entregue ao que é amar.
Vinícius Rocha
17/11/2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Vlog
lreporta: www.youtube.com/lreporta
OmediCast: www.omedicast.net
Vagazóides: www.youtube.com/vagazoides
MasPoxaVida: www.youtube.com/maspoxavida
Felipe Neto: www.youtube.com/felipeneto
MysteryGuitarMan: http://www.youtube.com/mysteryguitarman
Vale pena, conferir ! ! !
quem sabe eu faço o meu em breve!!
Updating²: Marcelo, obrigado pelo dica! Sempre vc!!!
domingo, 1 de agosto de 2010
O que está acontecendo com a música nacional
Por muitas vezes e há bastante tempo eu tenho sido questionado sobre a renovação de artistas - de uma forma geral - da música brasileira. Quase sempre a indagação é a mesma, porque não existem mais cantores, cantoras, bandas, poetas e compositores como antigamente?
A resposta é simples! O público não é mais o mesmo!
Dizer que não existem mais artistas como antigamente, não quer dizer que não existem mais artistas bons. Não mesmo.
No âmbito nacional posso citar incontáveis talentos como Ana Carolina, Paulinho Moska, Maria Gadu, Leandro Léo, Fresno (que mesmo que poucos conheçam são extremamente talentosos), Casuarina, Pedro Miranda, Robertá Sá, Chicas, Los Hermanos, enfim...
O público não é o mesmo, porque, além de não terem o mesmo propósito, os jovens de hoje (que absorvem a maior parte dos produtos de música) são muito promiscuos - musicalmente falando - ficando apaixonados por uma banda ou artista durante um ano e no outro já nem se lembram mais. É tanta novidade boa e ruim, que a maioria do público - que já não é muito idealista - acaba não sendo fiel. Por esse motivo não se firmam artistas seculares na atualidade, eles vêm e vão na mídia com muita rapidez; o que não quer dizer que não continuem produzindo. O que é bom geralmente segue com seus fiéis admiradores e têm sim seu espaço. O que é ruim acaba caindo por terra depois de um sucesso "meteórico" (sem nenhuma alusão à "paixão").
Quando afirmo que o público não é o mesmo, também lembro que a mídia não é mais a mesma. Há uma mudança constante e veloz na atividade musical mundial, no gosto e na necessidade do público em geral.
Hoje em dia consumimos música de forma diferente em relação aos anos 80, 70 e 60. E isso acontece baseado na facilidade de entrada de músicas internacionais e no quantidade de produtoras e mídias da área músical. Existem centenas de programas de rádio, Tv, colunas em jornais e revistas, sem falar a internet, que veiculam música sem parar. Por tanto as ofertas são muitas. A gente se perde se não estiver antenado. Além disso a mídia de massa - neste caso, a Tv - empurra goela a baixo, lixo músical, que eu nem quero citar, e acabam tirando espaço de artistas talentosos com músicas de qualidade.
Por outro lado, também estamos passando por uma enxurrada de estilos musicais. Antigamente (e não muito antigamente) o estilos ficavam quase que separados geograficamente; no nordeste era forró, axé; no centro-oeste tinha só música sertaneja e modinhas e por aí vai. Agora temos de tudo um pouco, ou melhor, de tudo muito. Quem ganha ou "compra" espaço, é lançado independente de estilo, local e qualidade, todos os lançamentos de artistas novos são em âmbito nacional, o que é bom.
Por fim vale rever os conceitos, preconceitos e paradigmas musicais e a aprender a procurar e focar o gosto musical, pois, se antigamente só os bons faziam sucesso, hoje tem de tudo, inclusive música boa.
Procure, escute, experimente, pergunte e vc vai ver que a música nacional é riquíssima de gente boa e nova, sem falar nas antigas que ainda estão na ativa.
Updating¹: Visite os sites da Trama Virtual, Biscoito Fino, DeckDisc entre outras e procure musicas de gravadores independentes, existem várias desse tipo. E pare de baixar e escutar apenas uma ou duas músicas do cd. Não é só a música que toca na novela que é boa!
Updating²: Duro mesmo é saber que a Xuxa tem a mesma quantidade de Cds lançados que a Maria Betânia...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Barrigudos Covardes
Nada melhor que ditados populares óbvios para ilustrar uma tese, por mais inúteis que estas sejam. Mas enfim.... o tempo passa para todo mundo, independentemente da teoria da relatividade. Isso, além de um ditado popular, é um fato (como a maioria dos ditados). Digo isso porque o passar do tempo trás várias novidades e uma delas - pelo menos para as portadores de alto nível de testosterona - é a covardia que, para completar, vem seguida de um certo volume na região abdominal.
A natureza me mostrou sua perfeição esses dias, quando, ao conversar com um especialista da área, descobri porque a maioria dos homens fica barrigudo quando vai ficando velho. É simples! O ser humano é um animal projetado para caçar e (teoricamente) ele vive da sua caça; conforme a idade vai passando os reflexos desse animal vão ficando mais lentos, assim como seus movimentos, seus sentidos vão ficando ruins, por isso, o corpo passa a armezenar maior quantidade de reserva (a partir de agora não vou chamar mais ninguém de gordinho, só de "bem provido de reserva"). E graças a essa reserva, o animal precisa caçar com menos frequência. Bem interessante, não?!
É por isso que ficamos barrigudos.
Além disso, é impressionante como os homens vão adquirindo uma covardia crescente que se apresenta de diversas formas. Você acha qua aquela ladeira que você descia de bicicleta sem freio aos 14 anos vai ser tão atraente aos 28? Não, não mesmo! E pelos mesmos motivos da barriga. Os reflexos vão ficando mais lentos, assim como os movimentos.
E o pior: a gente vai ficando menos criativo. Aquela coragem que a gente tinha para contar uma mentirinha, já não é mais a mesma. Eu costumo chamar isso de "casca". A gente vai ficando tão cascudo de coisas que dão errado, que vai dando tanto medo de algo dar errado que acaba perdendo a coragem. Aí já era.... virou covarde.
Ser covarde não tão ruim. Ser barrigudo, sim. Mas a covardia cai bem. Gera frustação, mas também gera paz e barriga. É praticamente um ciclo gorduroso.
Updating: E se você está ficando velho, não adianta fazer lipo e embarcar em aventuras desmedidas, as possibilidades de isso dar errado, são grandes. Palavras de um medroso.
Updating²: Com os devidos créditos a Rubens Stellet - que concebeu a teoria.
domingo, 18 de julho de 2010
Estou em gravação
como todos sabem não sou cantor, sou músico e compositor (e arquivista nas horas vagas), mas estou reunindo uma galera boa e começando a gravar minhas músicas, em breve vcs vão poder ouvir as composições que eu selecionei.
Por ora, quem quiser ouvir a música de alguma poesia que eu postei, é só pedir aí no blog (no espaço de comentários). Ainda não postei nenhuma, pois foram todas gravadas em casa, logo a qualidade fica meio duvidosa.
Conforme for gravando, vou postando aqui. Ok?!
Tô super ansioso, pois tá difícil de escolher quais que eu vou gravar. Se eu pudesse, gravava todas.... mas sabe como é né.... tô $uper $em tempo.
Abraço a todos ! ! !
Porque os poetas podem tudo
Essa é uma da minhas poesias que mais gosto.
Ao papel, tudo podem os poetas.
Porque sequer conseguem definir a inspiração,
Como uma amiga, uma companheira;
Como um momento, um instante;
Como um sentimento, uma sensação.
Não sabem se o coração é seu dono,
Se ela é quem manda, ou se é o próprio coração.
Ao escrever, tudo os poetas podem.
Porque ao vê-los, até mesmo as folhas de papel se entregam,
Prontas a receber o que os tais designaram.
Elas sabem que nas mãos de poucos,
Tão importante seriam.
Ao expressar, podem tudo os poetas.
Porque o Português pede-lhes licença
Para entrar em suas idéias,
Todas as partes da gramática
São como suas Amélias.
Ao poetizarem, os poetas tudo podem.
Porque ao os lerem, as pessoas se revelam;
Os mais diferentes sentimentos se apresentam
Nas suas mais puras e sinceras formas.
Os poetas podem tudo.
Porque são os únicos capazes de,
Com uma falha caneta e um papel infecundo,
Trazerem a cura para cada um
E para o mundo.
Vinícius Rocha
Me Peça, Não Me Peça
Não me peça promessas
Porque eu prometo e não cumpro
Não me peça sinceridade
Porque eu erro e não assumo
Não me peça constância
Porque eu não tenho rumo
Não me peça eternidade
Porque eu mudo de opinão e saio do prumo
Não me peça por calma
De ansiedade eu consumo
Não me peça que eu te entenda
Eu mal conheço esse mundo
Não me peça arrependimento
porque eu acho normal quase tudo
Não me peça que eu me cuide
porque eu durmo pouco, bebo e fumo
Mas pode me pedir loucura
Pode me pedir a cura
Peça sonhos, noites intermináveis
Pode me pedir um mundo novo
Porque isso eu sei fazer
E no final eu mudo por você.
Vinícius Rocha
sábado, 17 de julho de 2010
Carisma, Cativação, Simpatia, Coragem e Inteligência

Nunca fui muito fã de Marx, mas o cara era bom, e ainda é - o que é mais interessante - mesmo estando morto. Uma das poucas idéias que consegui captar do cara é que na vida tudo é um grande capitalismo, é isso mesmo! Tudo se troca, tudo tem um preço que vai mudando de acordo com o tempo, as pessoas e os lugares. Eu digo isso pensando no preço da nossa personalidade.
A nossa personalidade é definida baseada em cinco (gosto desse número!) fatores:
- o primeiro é a infância, época em que somos um imensuravel livro em branco e todo mundo que entra na nossa vida escreve um pouco nele, acredito que essa parte dure até uns sete anos, podendo variar uns dois anos de pessoa para pessoa;
- o segundo fator é bem complexo, acredito que a genética influencia bastate aí, a religião, o lugar em que se vive, talvez até os astros - sejam os da tv ou mesmo os celestes - neste fator começamos a escolher o que gostamos e o que não gostamos e daí incorporamos na nossa personalidade;
- o terceiro são os "fatores externos" (tem um amigo meu que acha muita graça desse termo), que aponto como as experiências de vida que temos, algumas delas podemos escolher, outras nos são impostas;
- o quarto fator é o que mais muda de pessoa para pessoa, é quando decidimos mudar o que não gostamos na gente, é quando podemos apagar (mas sempre fica manchado) ou reescrever o que fizeram no nosso livro, é um a pena que com isso, a gente acaba por mudar coisas boas também, é muito dificil mudar apenas um ponto na nossa personalidade sem alterar outros por nossa própria vontade.
- o último fator é o que eu chamo carinhosamente de "defecando e caminhando", é ponto - que também varia muito - em que a gente passa a não querer saber se está agrandando ou não, se diz que é assim e não sabe ser de outra maneira, aí entram vários ditados, "só os tolos não mudam" por exemplo, eu ainda me arrisco a dizer que se só os tolos não mudam, mas somente os imbecís, egoístas e f.d.ps de natureza nem tentam.
Depois disso tudo eu fico me perguntando o significado de cinco (nossa!!! Como eu gosto desse número) adjetivos que podem fazer parte da nossa personalidade: carisma, cativação, simpatia, coragem e inteligência.
Já que a nossa personalidade custa tão caro, evite estourar o limite do cartão de crédito da sua paciência, incorpore um desses cinco adjetivos na sua personalidade. É lógico que quanto mais desses cinco a gente tiver, mais fácil será!
Acredite se quiser, mas conheço gente que não tem nenhum dos cinco; são intragáveis, são talvez as mais chatas que eu conheço. Por outro lado conheço umas cinco (olha ele aí de novo) pessoas que tem em sua personalidade os cinco adjetivos. Não é dizer que tudo dá certo para elas - longe de mim dizer uma ignominia dessas - mas que facilita o processo, facilita! Vai na fé!
Updating: Isso não é auto ajuda, não mesmo!! É mais ou menos como aquelas dicas de economistas que passa no fantástico domingo quando IBGE afirma que no último o trismestre mais brasileiros entraram para o SPC.
Updating²: Pelo que sei, Calr Marx era um mala! Mas pelo menos era inteligente...
